Anorgasmia:

  ​Anorgasmia é uma condição que ocorre quando um indivíduo tem dificuldade em atingir o orgasmo. Essa dificuldade ocorre mesmo estando sexualmente excitado e havendo estimulação sexual suficiente.

A anorgasmia pode se apresentar de várias formas:

Anorgasmia primária:  condição em que você nunca teve um orgasmo.

Anorgasmia secundária: dificuldade em atingir o orgasmo, mesmo que você tenha tido um antes.

Anorgasmia situacional: o tipo mais comum de disfunção orgásmica. Ocorre quando você atinge o orgasmo somente em situações específicas, como durante o sexo oral ou masturbação.

Anorgasmia geral: incapacidade de atingir o orgasmo sob quaisquer circunstâncias, mesmo quando você está excitado e a estimulação sexual é suficiente.

Os parceiros de mulheres com anorgasmia devem ser muito compreensivos e sensíveis aos seus sentimentos, auxiliando-a na busca por tratamentos que a acolham e a ajudem a superar o problema.

A sexualidade é capaz de influenciar a saúde física e mental e pode ser afetada por fatores orgânicos, emocionais e sociais. O transtorno de qualquer uma das fases da resposta sexual (desejo, excitação, orgasmo e resolução) pode acarretar o surgimento de disfunções sexuais. Na mulher a disfunção sexual também pode se manifestar por vaginismo e dispareunia, resultando em angústias pessoais e dificultando tanto as relações interpessoais quanto a qualidade de vida.

Uma extensa revisão sistemática em 2004, sobre disfunções sexuais femininas, constatou uma prevalência de 64% de mulheres com disfunção do desejo, 35% com disfunção de orgasmo, 31% de excitação e 26% de dispareunia.4 No Brasil, Abdo et al.,5 avaliando 1219 mulheres, observaram que 49% tinham pelo menos uma disfunção sexual, sendo 26,7% disfunção do desejo, 23% dispareunia e 21% disfunção do orgasmo.

Falta de conhecimento sobre a própria sexualidade, desinformação sobre a fisiologia da resposta sexual, problemas de ordem pessoal e sobretudo conflitos conjugais são capazes de desencadear sérios problemas emocionais nas mulheres e consequentemente alterar a sua resposta sexual.

Alterações vasculares, que ocasionam diminuição no fluxo sanguíneo da vagina e do clitóris, provocam enrijecimento e esclerose de suas artérias cavernosas interferindo na resposta de relaxamento e dilatação que ocorre frente a um estímulo sexual. Essas alterações do fluxo sangüíneo produzem sintomas de secura vaginal e dispareunia. Qualquer alteração no tônus dos músculos que formam o assoalho pélvico, em especial o músculo elevador do ânus e os músculos perineais pode determinar o surgimento de vaginismo ou anorgasmia coital.

Artigo Científico Completo 

Tratamento:
No tratamento o terapeuta sente e reconhece os sinais fisiológicos que o corpo comunica, reduzindo as tensões e conectando, pouco a pouco, os músculos sexuais com o prazer.
Dependendo da gravidade e da intensidade do problema, o “trauma”, arquivado pelo reflexo neuro-muscular no corpo da pessoa, vai se abrindo e sobrepondo a experiência traumática com novas informações relativas ao prazer e ao orgasmo.
Alguns casos são resolvidos com uma única sessão, enquanto outros necessitam de 3 a 10 sessões, passando por processos de reeducação sensorial.


Nos atendimentos, o terapeuta não confronta o sistema de defesa do corpo, pois isso somente reforça o trauma. Num trabalho complexo de reintegração da aceitação e do afeto, vai reorganizando as sensações fazendo com que o corpo se abra naturalmente, permitindo-se experimentar novos níveis de aprofundamento sensorial, sem armar as defesas que produziam a tensão e a dor que afetam o ato sexual.
Em poucas sessões a mulher é capaz de experimentar o prazer e readquirir a confiança necessária para viver a sua sexualidade.

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Christian Zecchinelli

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