Frases como: “você precisa relaxar” ou “toma um vinho que passa” são ouvidas com certa frequência por quem sofre do distúrbio. Mas  a mulher que tem vaginismo se sente totalmente incapacitada para o sexo, pois seus músculos vaginais se contraem involuntariamente e a penetração se torna inviável por causa da dor.

O vaginismo pode ser de três tipos:

  • Primário: quando surge desde a primeira relação sexual;

  • Secundário: quando surge depois de um período de relações normais;

  • Terciário: é conhecido também como situacional, pois ocorre apenas em determinadas posições com determinados parceiros.

 

As causas desta disfunção sexual são complexas, e comumente estão relacionadas a aspectos psicossociais , tais como religião, educaçãorepressora, traumas e falta de conhecimento do próprio corpo. 

 

Muitos profissionais desconhecem essa disfunção sexual, o que faz com que as pacientes sejam submetidas a um rosário de profissionais, muitas vezes com tratamentos inadequados e iatrogênicos. As pacientes relatam ser tratadas como neuróticas ou difíceis e acusadas de não colaborarem com o exame médico. Às vezes referem que o exame ginecológico é como um estupro, já que a questão básica dessa disfunção sexual é a incapacidade em permitir a penetração vaginal, seja através do ato sexual, do exame ginecológico ou em alguma outra situação, mas nem sempre em todas.

Os parceiros de mulheres com vaginismo devem ser muito compreensivos e sensíveis aos seus sentimentos, auxiliando-a na busca por tratamentos que a acolham e a ajudem a superar o problema.

Tratamento:
No tratamento o terapeuta sente e reconhece os sinais fisiológicos que o corpo comunica, reduzindo as tensões e conectando, pouco a pouco, os músculos sexuais com o prazer.
Dependendo da gravidade e da intensidade do problema, o “trauma”, arquivado pelo reflexo neuro-muscular no corpo da pessoa, vai se abrindo e sobrepondo a experiência traumática com novas informações relativas ao prazer e ao orgasmo.
Alguns casos são resolvidos com uma única sessão, enquanto outros necessitam de 3 a 10 sessões, passando por processos de reeducação sensorial.
Nos atendimentos, o terapeuta não confronta o sistema de defesa do corpo, pois isso somente reforça o trauma. Num trabalho complexo de reintegração da aceitação e do afeto, vai reorganizando as sensações fazendo com que o corpo se abra naturalmente, permitindo-se experimentar novos níveis de aprofundamento sensorial, sem armar as defesas que produziam a tensão e a dor que afetam o ato sexual.
Em poucas sessões a mulher é capaz de experimentar o prazer e readquirir a confiança necessária para viver a sua sexualidade.

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