Os homens tem responsabilidade sobre o orgasmo feminino?

 

Os homens têm muita responsabilidade sobre o orgasmo da mulher. Estudos comprovam que 80% das vezes o homem penetra a mulher antes que ela esteja devidamente pronta e preparada para o ato sexual.

No ato sexual convencional, o homem privilegia a penetração e desenvolve aspectos obsessivos compulsivos, gerando muita ansiedade para penetrar logo.

A maioria dos homens se prende ao mito da masculinidade, entrando no ato sexual como se estivesse cumprindo a missão de defender as atitudes machistas que lhes foram erroneamente passadas pelos modelos masculinos dos seus ancestrais e reforçados pela ignorância social que permeia o assunto – provar que é “macho”.

Agrega-se a isso o pavor que os homens possuem de “falhar” na “hora H”, do pênis não se manter ereto, de se imaginar “avaliado” em sua performance, como se o seu comportamento fosse julgado por uma banca examinadora. Ou de se vangloriar por atuações, quase sempre medíocres, por desconhecer completamente os aspectos anatômicos e fisiológicos da vagina ou dos reflexos neurofuncionais do corpo da mulher, sendo incapazes de perceber as reações da mulher aos seus estímulos.

 

Os homens ainda não sabem compartilhar a troca de prazeres eróticos que aos poucos dinamizam e potencializam a energia, abrindo caminhos para que os receptores dos neurotransmissores propiciem as condições para que o orgasmo feminino aconteça.

Os homens estão submetidos à expressão primitiva do sexo, que determina que a expulsão do esperma aconteça o mais rápido possível. A frequência do vai-e-vem do pênis é rápida, a penetração é profunda, o ritmo frequente, a atenção fica concentrada na vagina, até que rapidamente, em pouco tempo, o homem ejacula, sem que a mulher experimente minimamente o prazer, a ponto de fluidificar e produzir a emoliência de seus músculos intravaginais e a produção dos hormônios responsáveis pelo orgasmo.

No Tantra, os adeptos aprendem que a penetração só é recomendada após a comprovação das respostas fisiológicas que ocorrem na vagina. Ensinamos aos adeptos como obter orgasmos sucessivos de diferentes platôs. Após a fase de fluidificação e emoliência total, eles finalmente podem realizar a penetração do pênis de forma lenta e circular, sem a característica ansiedade compulsiva do sexo normótico. A penetração circular, lenta e constante, permite o contato com toda a parede vaginal em sua profundidade, inclusive nos pontos internos que possuem inervação com o clitóris, como a Glândula de Grafenberg (ponto G).

Existem procedimentos concomitantes, através dos quais é possível à mulher experimentar orgasmos também em conjunto com a penetração.

Na relação a dois, quando o homem se dedica, com cuidados especiais, a levar a sua parceira a experimentar as fases dos "altos platôs", ele contribui para a elevação do prazer e a culminância do orgasmo, a níveis mais elevados, levando a mulher a experimentar o estado de supraconsciência.

Existem estatísticas que demonstram que mulheres que praticam o sexo com uma parceira feminina levam grande vantagem sobre os parceiros homens – gozam em 83% das vezes. Fica caracterizado então que o grande problema resume-se à forma como o sexo heterossexual é praticado e ao fato dos homens desconhecerem totalmente o corpo feminino e as necessidades dos estímulos específicos e adequados que as mulheres necessitam.

Rede Metamorfose.

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